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Os Novos Coronéis




Os coronéis da borracha no auge de seus lucros, transformaram Manaus e por estarem ligados culturalmente e pelo falo a "cidade da torre", tratavam carinhosamente a capital amazonense como a Paris dos trópicos e instalaram em boa parte da cidade o mesmo estilo de vida dos povos do velho mundo.

A tudo quiseram imitar a vida européia, suas casas, os prédios públicos, suas bebidas, as roupas, perfumes, a vida nortuna, a maneira de ser e de falar, a literatura; viajavam sempre atravessando o oceano e París era a grande diferença. Enquanto na capital, os ricos enviavam seus filhos a Portugal para estudarem, os daqui voltavam falando as palavras mais usadas nas lojas, cafés e bordéis da velha Paris. 

O caso do "Quinteto Fantástico", expressa com todas as letras as forças dos novos coronéis, que mandam e desmandam na capital e no estado do Amazonas. Pensam que tudo podem e o resto dos mortais estão a seus serviços; principalmente o judiciário.

A elite econômica e política do nosso estado vive de modo muito parecido com os coronéis de barranco do período da borracha. Vivem viajando para o exterior, hoje, não mais Paris, o roteiro é Maimi; usam as mesmas coisas do mundo de lá; desfilam com seus iphones e ipads, e as marcas de perfumes, roupas e carros que os americanos usam.

Os filhos, assim como o dos coronéis estudam no exterior, em alguma universidade do hemisfério norte e a Manaus da belle époque com seus palacetes europeus, está dando lugar aos espigões das cidades dos Estados Unidos. As peças teatrais foram susbistituidas pelo mundo de Hollywood... e por aí seguem.

O Teatro Amazonas é o maior símbolo de ostentação da grande riqueza da borracha que os coronéis da borracha nos deixaram, e parece que a Ponte do Rio Negro será o símbolo arquitetônico e econômico dos atuais coronéis. A difrença maior é que os coronéis da borracha gostavam das cocotas francesas, os de hoje gostam de meninas cheirando a leite; meninas novas filhas de pobres amazônicas!

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